“Não existe uma maneira correcta [de aplicar], o blush simula cor e pode ser aplicado de forma mais escultural na periferia do rosto, de forma mais inocente nas maçãs do rosto, que são a parte mais volumosa das bochechas quando sorrimos, ou até de uma forma que mais se assemelha a um escaldão, na parte superior das maçãs do rosto e na cana do nariz”, resume.

Mas a ter que existir um guia geral, o makeup artist aconselha que o "blush não desça mais do que a ponta do nariz e que não se aproxime mais do que a distância da largura do dedo polegar do nariz”.

Pó, creme ou líquido: as diferenças

As múltiplas opções disponíveis no mercado podem confundir. Mas convém perceber que cada uma tem as suas particulariedades.

“O blush em pó é o mais utilizado, aplica-se com um pincel. Pode ter um pouco de brilho, que na minha opinião dá um ar mais fresco e polido às maçãs do rosto. E também é mais fácil de esbater!”, explica Miguel.

Já “o blush em creme pode ser usado com um pincel ou até com os dedos, a textura cremosa torna-o compatível com pele seca e dispensa a matificação da base com um pó solto, que por outro lado é imprescindível para uma aplicação stress-free de blush em pó”.

Por último, “o blush líquido vem normalmente numa cor muito concentrada e aquosa, é preciso aplicá-lo de forma rápida, senão seca! Este tinge a pele de uma forma semelhante à que o vinho tinto tinge os lábios, motivo pelo qual pode ser multi-usos.”

Como escolher o pincel certo

No caso de querer fazer a aplicação com um pincel, é importante reconhecer as qualidades que definem um bom para o efeito.

“Um blush tradicional em pó deve ser aplicado com um pincel de cerdas naturais de comprimento médio e relativamente flexíveis. Devemos ter em conta que cerdas mais curtas e mais rígidas dão um acabamento mais preciso e concentrado, enquanto as cerdas mais longas e flexíveis dão um acabamento mais difuso e leve ao produto que utilizamos”, diz Miguel Stapleton.

Uma dica fácil para reconhecer um bom pincel? “Um bom pincel de blush não consegue magoar ou exfoliar o rosto, por muita força que se faça!”, avisa o maquilhador.

Quatro sugestões para entrar no mundo encantado do blush