Estamos em plena Semana de Alta-Costura. Com Paris como pano de fundo, as casas de moda dão a conhecer as suas propostas mais luxuosas. A Dior apresentou, ontem, dia 23, uma coleção inspirada nos loucos anos 20. Para além da roda-viva de visuais que abrilhantaram a passarela, a magia também se fez nos bastidores.

Os cabelos tiveram a mão da portuguesa Joana Neves, que faz parte da equipa do conceituado cabeleireiro Guido Palau. Em exclusivo para a Miranda, a hairstylist revelou todos os pormenores. “Como se trata de um desfile de Alta-Costura, existe um maior atenção ao cabelo, tal como há para o outfit e a make”, conta.

[VÍDEO] #BeautyPro: Joana Neves, a hairstylist portuguesa que é um sucesso nas Semanas de Moda internacionais
[VÍDEO] #BeautyPro: Joana Neves, a hairstylist portuguesa que é um sucesso nas Semanas de Moda internacionais
Ver artigo

Neste desfile, os cabelos destacaram-se pela sua singularidade. “Houve uma celebração do cabelo africano”. Joana refere que foram criados dois tipos de look: o de tranças centrais com efeito de caracol à frente e com detalhe na patilha e o de finger waves em tranças. "Tínhamos que ter sempre a lembrança dos caracóis de lado e do detalhe sobre a testa.”

Depois, nos cabelos caucasianos, foi adoptada a referência do bob curto, “em que houve a separação do cabelo em duas partes. Foram feitas duas tranças em forma de quadrado na zona de trás. Essas duas tranças depois fizeram uma espécie de um oito enviesadas atrás da nuca para reduzirem o volume e criarem um penteado minimalista, mas com detalhe.”

Com o desfile marcado para as 14h, a equipa de cabelos entrou ao serviço às 6h30. “É muito stressante porque quando estamos a trabalhar existem vários acontecimentos a decorrer: há fotografias de grupo que têm que ser feitas e existem sessões fotográficas dedicadas só à maquilhagem em que a modelo já tem que estar penteada. A preparação durante a manhã acaba por ter um tempo muito reduzido.”

Joana Neves conta que os cabelos caucasianos demoraram cerca de 40 minutos, sendo que os africanos começaram a ser feitos dois dias antes. “A precisão do trabalho foi tanta que levaram duas horas cada a serem feitos.

Questionada sobre os desafios que teve que superar, a hairstylist revelou que foi conseguir que o mesmo penteado tivesse o mesmo resultado em todas as modelos. “É aqui que está a magia de um cabeleireiro.” Quando não se tinha a mesma quantidade de cabelo, recorreu-se às milagrosas extensões, que foram aplicadas “de forma discreta”. “Foi um desfile maravilhoso e, sendo a Dior uma das maiores casas de moda do mundo, foi desafiante.”

Percorra a galeria e fique a conhecer os penteados do desfile de Alta-Costura da Dior: