O ato de entrançar os cabelos há muito que está enraizado na cultura africana: desde muito cedo, as mulheres começam a entrançar — e a verem entrançados — os seus cabelos crespos e rebeldes como forma de expressarem um estado civil, um grau de parentesco, uma etnia ou uma religião. Helena Koudou é uma dessas mulheres. Natural da Costa do Marfim, começou a entrançar os cabelos quando tinha 13 anos, depois de ter passado toda a infância a observar a mãe e as tias a fazerem tranças em cabelos alheios.

Agora, volvidos 10 anos, é ela o rosto maior do The Hair Appointment, um projeto fotográfico e cinematográfico que visa celebrar a tradição das tranças africanas (vulgarmente conhecidas como afro braids), mostrando também como todo o processo de criação destas mesmas tranças pode ser árduo, demorado e frequentemente doloroso.

Doloroso? Precisamente, e para ambas as partes envolvidas. “Quem está de fora não sabe como é que este processo é para quem está a fazer tranças”, afirmou Koudou à revista Paper. “Da mesma forma que os clientes sentem dor ao verem os seus cabelos entrançados, também sentimos dor quando ficamos de pé por longas horas”, continuou. Neste sentido, o The Hair Appointment lança umas luzes sobre este universo das afro braids. “É importante que as pessoas reconheçam e apreciem as lutas que os braiders de cabelos africanos enfrentam para fazer com que os clientes se sintam bem”.

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O projeto começou a ganhar forma na primavera de 2018, altura em que o fotógrafo Josef Adamus descobriu, através do Instagram, o trabalho de Helena Koudou. Da colaboração entre o fotógrafo e a hairstylist resultou, num primeiro momento, uma mostra de fotografias sobre tudo o que envolve as afro braids — mostra essa que está, atualmente, a percorrer diversos países, chegando ao Gana em dezembro. Agora, surge uma curta metragem, dividida em duas partes, também focada nesta temática.

Com este projeto, Koudou espera conseguir empoderar as mulheres através das dos seus penteados e cabelos. “É importante para nós continuarmos a celebrar os cabelos negros porque, durante muitos anos, fomos condicionadas a não abraçarmos o cabelo natural. Mas se não amarmos as nossas tranças intrincadas e únicas, quem amará?”, afirmou à edição britânica da ELLE.

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