De cravo ao peito. Ao sabor da liberdade. E com a democracia no pensamento. Hoje celebramos o 25 de abril de 1974. Há 47 anos, por esta altura, os soldados tomavam de assalto o Quartel do Carmo em nome de uma sociedade justa, livre e igualitária. Esta também é uma data que marca a ocupação de icónicos produtos de beleza nas prateleiras das mulheres portuguesas.

Aquando da Revolução dos Cravos, ainda havia uma grande faixa da população feminina que usava apenas o essencial, como o sabão ou a brilhantina. Por outro lado, e devido às posses económicas e ao estrato social mais elevado, havia uma pequeno número de mulheres que começava a adoptar novas rotinas de beleza, popularizando o uso do perfume, da pasta de dentes e dos cotonetes. Aos poucos, enquanto a sociedade caminhava para a democracia, fomos assistindo à democratização dos produtos de beleza.

Em 1974, que sabonete usávamos? Que perfume aplicávamos? Que champô utilizávamos? As respostas vai encontrá-las já de seguida. Que comece o throwback à boleia do 25 de abril de 1974.

Perfume Patchouli

Os perfumes com fragrância a patchouli atingiram o sucesso na década de 1970. O aroma a patchouli é forte e relaxante, mas, por vezes, pode ser considerado agressivo para algumas pessoas. “Nas avenidas ainda fazes os teus engates. E tudo graças ao perfume patchouli. Oh-ho, o-ho, o-ho” cortesía da banda Grupo de Baile.

Viva a liberdade! Um regresso à Revolução dos Cravos à boleia dos produtos de beleza e higiene made in 1970
Patchouli Noir, € 133 (100ml), Il Profvmo. À venda em Cosméticos Valmont.

Sabonete Patti

Toda a casa portuguesa que se preze tinha o sabonete Patti na prateleira da casa de banho. Produzido pela Ach Brito, uma das maiores fábricas de sabonetes em Portugal, apresenta uma fragrância revigorante que combina as notas quentes do cedro, patchouli e tonka com o toque refrescante da bergamota, lavanda, baunilha e cravo.

Viva a liberdade! Um regresso à Revolução dos Cravos à boleia dos produtos de beleza e higiene made in 1970
Sabonete Patti, € 1,10 (90g), Ach Brito. À venda na Ach Brito e na Dott.pt.

Brilhantina

A brilhantina, usada tanto por homens como por mulheres, era um cosmético que tinha como objetivo moldar o cabelo. Através da forma de pomada, a sua composição apresentava parafina líquida, vaselina, essência e óleo mineral.

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Brilhantina, € 9,30, Reuzel. À venda na Notino.

Pasta Medicinal Couto

Criado em 1891, no Porto, a Pasta Medicinal Couto é uma pasta que nos faz recuar no tempo. A pasta Couto é composta ao todo por 15 ingredientes, como água, glicerina, sócio e hortelã-pimenta. Esta pasta ganhou popularidade devido ao grande investimento nos anúncios na televisão e transportes públicos. “Palavras para quê? É um artista português e só usa Pasta Medicinal Couto!”, recorda-se? Sabemos que sim.

Viva a liberdade! Um regresso à Revolução dos Cravos à boleia dos produtos de beleza e higiene made in 1970
Pasta Couto, € 2,75, Couto. À venda na Parapharmacia.

Creme Nivea

Com mais de 100 anos no mercado, o creme Nivea fazia parte da rotina de beleza de muitas portuguesas na década de 70. Composto por emulsão de água com óleo, este creme, indicado para todos os tipos de pele, hidrata em profundidade. Sabia que o nome Nivea deriva das palavras em latim “nix, nivis” e significa “neve”. Por isso, a tradução literal de Nivea é “neve branca”.

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Creme Nivea, € 1,10 (30 ml), Nivea. À venda em superfícies comerciais e farmácias.

Champô Sunsilk

O champô Sunsilk é outro dos célebre produtos da década de 1970. Produzido na Inglaterra, rapidamente ganhou o sucesso internacional. No início dos anos 70, o champô era distribuído para mais de 27 países. Com Portugal incluído. Na época, este champô tinha uma vantagem em relação a outros: um só aplicação bastava para limpar e hidratar o cabelo. Sunsilk perdeu a fama em Portugal, passando a ter lugar de destaque nos países do Médio Oriente.

Viva a liberdade! Um regresso à Revolução dos Cravos à boleia dos produtos de beleza e higiene made in 1970
Champô Sunsilk, € 3,71, Sunsilk.

Cotonetes Johnson & Johnson

Os cotonetes Johnson & Johnson não eram só usados nas rotinas de higiene dos mais pequenos. Também os graúdos se rendiam às maravilhas dos cotonetes. Feitos com 100% de algodão puro, os cotonetes Johnson & Johnson ainda continuam a ser produzidos por esse mundo fora.

Viva a liberdade! Um regresso à Revolução dos Cravos à boleia dos produtos de beleza e higiene made in 1970
Cotonetes, preço sob consulta, Johnson & Johnson.

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