Começamos na zona da garganta, com Visshudda, o quinto chakra e o primeiro dos três chakras espirituais. Visshudda é a palavra em sânscrito para “especialmente puro”. É o chakra da comunicação e regula as regiões anatómicas da tiróide, maxilares, pescoço, boca, língua e laringe. O elemento correspondente a este chakra é o éter, ou espaço, o sentido é a escuta e é representado pela cor azul.

Quando temos o chakra da garganta em equilíbrio, conseguimos expressar-nos de forma autêntica. Trabalhar os chakras inferiores prepara-nos para um maior equilíbrio deste chakra:

  • o primeiro e o segundo chakras alinhados, permite-nos ultrapassar medos;
  • o equilíbrio do terceiro chakra ajuda-nos a sentir-nos confiantes, a reconhecer o nosso poder pessoal e ganhar a confiança necessária para nos expressarmos;
  • reconhecer o que “mora” no teu coração surge quando temos o quarto chakra alinhado.

E, naturalmente, quando se trata de verbalizar as nossas necessidades, desejos e opiniões, será mais fácil determinar como sermos autênticos connosco e com os outros. 

Para abrir o chakra da garganta, exercícios de chanting, leitura, escrita de afirmações, são muito importantes. O mantra que energiza Visshudda é HUM, e dois pranayamas que aquecem e estimulam este chakra são a respiração Ujjayi e a respiração do leão. Na prática de asanas, a postura do camelo, da ponte, invertida sobre os ombros e arado, estimulam diretamente as glândulas tiróides e energizam a região da garganta. Uma vez que a cor que corresponde a este chakra é o azul, as pedras que o equilibram são a safira, o topaz azul, lapis-lazuli, aquamarinha e turquesa. 

#AlmaYogi: quais são os chakras? (parte 1)
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Com o sexto chakra, Ajna, chegamos a um lugar muito especial… também conhecido como chakra do terceiro olho, Ajna está localizado na zona entre as sobrancelhas e os nossos olhos físicos, e é o nosso centro de intuição e clarividência — ou, por outras palavras, aquele que nos permite ver além do físico. Abrange a zona dos olhos, a glândula pineal, a cabeça e a parte inferior do cérebro, e é representado pela cor índigo. 

Se nos primeiros cinco chakras conseguimos ter descrições relacionadas com aspetos do nosso dia-a-dia, aqui entramos num nível mais “esotérico”. Os nadis Ida e Pingala terminam nas nossas narinas e, se os olhos físicos representam estes nadis, o terceiro olho representa o nadi Shushumna (nadi central, que percorre a espinal medula, conectando todos os nossos sete chakras principais). 

Quando em equilíbrio, Ajna dá-nos clarividência, telepatia, imaginação expandida e capacidade de visualização. Se bloqueado, pode levar a fadiga ocular, visão turva, dores de cabeça, alucinações, dificuldade de concentração, problemas de memória e pesadelos. 

A melhor prática para equilibrar o sexto chakra é a meditação, e o mantra que energiza Ajna é SHAM. O mais eficaz pranayama é Brahmari, ou o zumbido da abelha, embora Nadi Shodana também possa ser bastante eficaz, uma vez que equilibra os dois hemisférios do nosso cérebro. Ao nível de asanas, qualquer postura em que a testa esteja para baixo (postura do golfinho ou da criança, por exemplo) é eficaz para trabalhar Ajna. As pedras que energizam o terceiro olho são ametista, lapis-lazuli e azurite. 

Chegamos por fim ao sétimo chakra, Sahaswara — o chakra da coroa, a nossa fonte de iluminação e conexão espiritual com tudo o que existe, com o nosso "eu" superior, com todos os seres do universo e, em última instância, com a energia divina que tudo cria no Universo. Localizado no topo da cabeça, abrange o córtex cerebral, o sistema nervoso central e a glândula pituitária, e é representado pela cor violeta. 

#AlmaYogi: quais são os chakras? (parte 2)
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A verdadeira abertura do Sahaswara significa a compreensão de que somos consciência pura, unos e parte de tudo o que existe. Neste nível, emergimos dos confins do corpo físico, do ego, da mente e do intelecto. E por muito que nos pareça ser um “estado” exclusivo de monges e gurus, a verdade é que se pensarmos que Sahaswara não significa viver num estado constante de pura consciência, mas antes em momentos de pura consciência, é um chakra que “vale a pena” trabalhar — não só no equilíbrio dos chakras anteriores, mas também, de forma mais específica, através da meditação, da oração e do silêncio, disciplinas diárias que nos levam a mais momentos de conexão espiritual. 

Uma vez que estabeleçamos uma prática diária destas atividades que nos conectam à consciência universal, começamos a experienciar o amor incondicional de forma mais consistente. Tornamo-nos mais compassivos, mais generosos, perdoamos com mais facilidade… e a vida deixa de ser só sobre nós mesmos e os nossos desejos!

Apesar do silêncio, meditação e orações serem as mais importantes e poderosas práticas para abrir o sétimo chakra, há outras que são importantes para apoiar Sahaswara. Duas técnicas de respiração bastante eficazes, e que podemos fazer antes da meditação, são Nadi Shodana e Kapalabhati. Todos os asanas invertidos, como o pino (Sirsasana) ou cão que olha para baixo, estimulam a coroa, assim como qualquer postura que leve a coroa da cabeça para o chão, como a postura do peixe. 

O som que energiza este chakra é o som universal OM, talvez o mais praticado :) E as pedras mais poderosas para a abertura do sétimo chakra são a ametista, a selenite e a sugilita. 

A quem pretender aprofundar o estudo dos sete principais chakras, recomendo o livro 'Chakra Healing for Vibrant Energy', de Michelle S. Fondin.

Sara Sá estudou Comunicação Social, mas especializou-se em Relações Públicas e trabalhou 15 anos como tal. A paixão pelo Yoga levou a melhor e, deixando o emprego e vendendo tudo o que tinha, abriu no Porto o MANNA, um espaço onde partilha, com quem por lá passa, a sua filosofia de vida.

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