Luma Grothe, a modelo brasileira de 26 anos, viu-se confinada em casa, como todos nós, durante o período crítico da pandemia. Residindo habitualmente em Nova Iorque, Luma regressou ao Brasil onde fez a quarentena com os pais, irmãs e o namorado. Durante a quarentena, Luma não esteve parada, dedicou-se a várias atividades, além de aproveitar para refletir sobre este momento.

Pode descrever-nos a sua quarentena?

Criativa, contemplativa, abstracta.

O que foi, para si, um dia normal em isolamento?

Tenho estado muito introspetiva, escrevo muito, pinto e desenho. Estou a criar coisas novas, medito, faço exercício físico e passo tempo de qualidade com a minha família.

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O que descobriu sobre si, durante esta fase?

Creio que a maior conclusão de todas é que o nosso tempo é mesmo o que temos de mais valioso na vida. Parece óbvio reconhecer que não somos infinitos mas penso que só agora finalmente me dei conta.
Nesse sentido, tenho traçado planos sobre como viver uma vida melhor, como tornar o mundo melhor do que quando o encontrámos e como tornar as minhas criações, ideias e aprendizagens, que constituem o meu legado, acessíveis a serem partilhadas com as pessoas, de forma a estarmos todos unidos e evoluirmos enquanto sociedade.

Recomenda algum livro / álbum / filme que tenha lido / ouvido / assistido, durante este confinamento?

Livros: “Sapiens, Uma Breve História da Humanidade” de Yuval Noah Harari; “As Leis da Natureza Humana” de Robert Greene; “Buracos Negros e Universos Bébés E Outros Ensaios” de Stephen Hawking; “Tell Me Your Dreams” de Sydney Sheldon. Filmes: “1917”, “A Forma da Água”, “Ghost, o Espírito do Amor”, “Monstro”, “Entre Facas e Segredos/Knives Out”, “Night On Earth”.
Álbums: Billie Eilish - when we all fall asleep where do we go?;  SZA -Carl; Charlie Chaplin – o Terry’s Theme do filme Luzes da Ribalta. E a banda sonora do "Grande Gatsby".

E que tal a cozinha? Parece que muitas pessoas se têm desafiado neste campo. Descobriu uma chef em si?

Melhorei um pouco, tenho ajudado a minha mãe na cozinha. Ela tem-me ensinado alguns segredos da culinária brasileira e eu passo-lhe algumas dicas da cozinha internacional. Juntas fazemos uma grande dupla na cozinha!

Participou numa curta-metragem com Marcos Mello Cavallaria sobre os seus sentimentos neste período, intitulada "Light Me Up". O que nos pode contar relativamente a esse projeto?

O filme LIGHT ME UP foi um reflexo dos nossos pensamentos mais profundos nesta fase de confinamento. O processo criativo foi lindo, o filme mudou à medida que os nossos sentimentos e pensamentos sobre esta fase única também mudavam. Houve a necessidade de manifestar que precisamos de aceitar a incerteza, de permanecer Unidos e olhar mais em profundidade para nós próprios e perceber o quanto necessitamos uns dos outros para tornar este mundo melhor.

Esta curta-metragem explora os medos e a experiência de confinamento. O que aprendeu sobre si própria, durante este período?

Aprendi a conectar-me verdadeiramente com o processo de criação e percebi a importância que a arte desempenha nas nossas vidas. Acredito que a única coisa que mantém as mentes saudáveis neste momento é a arte e a cultura. Filmes, música, livros, fotografias... tudo isto nos tem mantido conectados, o que me inspira ainda mais a ser criativa. Arte e cultura são tão políticas e tão revolucionárias para nós. Aprendi maneiras de encarar o mundo não só de acordo com a minha perspectiva, mas também a conectar-me com realidades de outras pessoas e isso é uma grande conquista na vida.

Como se tem mantido em forma?

Tenho feito muitas aulas online, graças à generosidade de tantos treinadores um pouco por todo o mundo e também danço muito com as minhas irmãs. Nós as três adoramos celebrar, às vezes, as nossas próprias mini-festas na sala de estar e dançamos como se ninguém nos esteja a ver (na realidade, ninguém está) e não só é benéfico para o corpo mas é também perfeito para a alma.

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Qual irá ser a primeira coisa que irá fazer após esta fase terminar? Do que sente mais saudades?

Há tanta coisa que sinto saudades. Sinto falta de tomar o meu café ao lado da minha casa em Nova Iorque, onde costumo escrever as minhas ideias para curta-metragens. Tenho saudades do meu estúdio de arte e de passear pela cidade após ter pintado todo o dia, com restos de pintura no cabelo, nas mãos e na roupa. Tenho saudades de frequentar as minhas aulas de representação e de expor as várias camadas de mim própria em frente a toda a turma. Sinto saudades de viajar mas mais do que tudo, sinto saudades de ser anti-social nos meus próprios termos.

Como imagina o mundo de amanhã?

Imagino que as pessoas e os governos irão focar-se no cuidado do planeta em vez de se focarem somente na economia. Espero que se inspirem em poder respirar um ar mais limpo e ver rios mais limpos. Espero que as pessoas sejam mais cordiais umas com as outras e com a nossa Mãe Terra. Espero que possamos discutir ideias e partilhar os nossos pensamentos filosóficos sobre o universo e que comecemos a olhar uns para os outros como sendo todos iguais, mais conectados connosco próprios para vermos onde temos de mudar, no sentido de criarmos um mundo melhor.

Luma Grothe na campanha do novo Olympéa Onyx:

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