Judy Garland foi a prova de que Hollywood nem sempre viveu de glamour e fantasia. No mundo real, e por trás dos sorrisos e da alegria que a atriz e cantora transparecia nos seus filmes, escondia-se uma mulher frágil e insegura, que vivia em constante pressão para ser mais e melhor. Eternizada como ‘Dorothy’ de ‘O Feiticeiro de Oz’ ou ‘Vicki Lester’ de ‘Assim nasce uma Estrela’, será sempre uma das maiores estrelas da “Era de Ouro” de Hollywood.

Judy Garland nasceu Frances Ethel Gumm, a 10 de junho de 1922, em Grand Rapids, uma pequena cidade do estado do Minnesota, nos Estados Unidos. Com apenas dois anos e meio estreou-se nos palcos a cantar músicas de Natal e desde aí nunca mais parou. A sua infância praticamente deixou de existir no momento em que a mãe, Ethel Marion Milne, com quem acabou por ter uma relação muito problemática, se apercebeu que poderia tirar partido do talento da filha, numa altura em que Hollywood abria as portas aos jovens-talento.

Em 1935, com apenas 13 anos, foi contratada pela poderosa Metro-Goldwyn-Mayer (MGM), tendo passado por tempos difíceis na sua carreira. Judy era mais velha que as restantes crianças dos estúdios, mas demasiado jovem e sem o corpo ‘ideal’ da época para interpretar papéis adultos e, por isso, a MGM nunca valorizou o seu talento tanto quanto merecia. Durante muito tempo teve que adaptar a sua imagem em papéis que não refletiam a sua verdadeira idade.

No icónico filme “O Feiticeiro de Oz”, onde Judy protagoniza a pequena Dorothy, de sapatinhos vermelhos na terra mágica, a atriz foi alvo de caracterizações para disfarçar a idade e parecer mais infantil. No entanto, este filme acabou por lhe valer uma estatueta dourada nos Óscares de 1940 e um reconhecimento mundial, tornando-se uma das maiores estrelas da MGM.

Para conseguir cumprir os padrões de beleza exigidos pela Indústria, tanto a produtora como a mãe de Judy obrigavam-na a seguir hábitos de vida rigorosos que lhe mantinham a imagem da perfeita adolescente americana, controlada sobretudo à base de drogas estimulantes e comprimidos para dormir, e uma dieta rigorosa, mesmo que isso implicasse ser explorada física e psicologicamente. Tal como muitos outros jovens atores de Hollywood, Judy tornou-se dependente das drogas que a foram destruindo ao longo dos anos.

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Aos 21 anos deixou de ser vista como uma menina inocente e passou a ser considerada uma mulher sensual e madura. Judy tinha um estilo ousado, que ficou marcado pelos saltos altos, os padrões floridos e os irreverentes casacos de pelo. Nos anos 50, as estrelas de cinema eram quem ditava as principais tendências da Beleza. A par com Marilyn Monroe, Judy Garland exibia os seus cabelos volumosos e ondulados. Na maquilhagem, o aspeto natural da pele ganhou popularidade, assim como a preferência em evidenciar ainda mais os lábios carnudos. O clássico batom vermelho surgiu mais vibrante e servia também como blush, aplicado numa camada muito fina nas maçãs do rosto.

A dependência das drogas levou-a a um final trágico. A 22 de junho de 1969, aos 47 anos, Judy foi encontrada morta na sua casa, em Londres, devido a uma overdose acidental de barbitúricos. Em 2019, a sua história foi homenageada com o filme biográfico “Judy”, protagonizado por Renée Zellweger. Ao longo de uma vida demasiado breve, Judy Garland foi e sempre será relembrada como a menina que nunca desistiu de chegar ao outro lado do arco-íris.

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