Do Instagram ao Facebook ou no Twitter, não faltam memes que espelham a dificuldade em compatibilizar o calendário das lavagens do nosso cabelo com o nosso calendário social. É díficil alguém não se identificar com a situação. Quem nunca se questionou sobre uma ida ao ginásio, depois de ter escolhido lavar o cabelo nessa manhã?

A frequência de lavagens ideal para um cabelo saudável continua a ser, para muitos, um mistério. "Se o couro cabeludo não precisar, não é aconselhável [lavar o cabelo todos os dias]", diz-nos Carlos Gago, cabeleireiro no salão Ilidio Design. "A frequência da lavagem deve ser feita em função do couro cabeludo e não do cabelo. Um couro cabeludo com excesso de sebum (oleoso) deve ser lavado todos os dias para que esse mesmo couro cabeludo não solidifique e prejudique os folículos pilosos. Um couro cabeludo transpirado deve ser lavado sempre que esteja transpirado, porque pode secar demasiado o couro cabeludo e criar películas ou irritações na pele. Um couro cabeludo seco deve-se lavar com intervalos de três a quatro dias porque que se for lavado todos os dias desidrata e provoca películas", explica.

Verdade ou mito: o cabelo lavado no salão "dura" mais tempo

"Quando se lava [o cabelo] no cabeleireiro há uma lavagem mais direccionada ao couro cabeludo com o tratamento mais adequado. O cabeleireiro ao retirar o champô ou o tratamento usa mais água e levanta o cabelo do couro cabeludo para que o jacto de água retire muito bem os produtos aplicados. Por isso não é um mito, é verdade. Se for um cabeleireiro que pense que a lavagem é o sucesso de uma boa coloração, hairstyling ou corte de cabelo, a lavagem é a base de tudo." - Carlos Gago, hairstylist

Assim, a lavagem não depende do tipo de cabelo, mas do couro cabeludo. "Porque o cabelo é lavado só com o contacto do champô, do que o cabelo precisa é de ser hidratado, nutrido ou reconstruído, com máscaras, no caso de cabelos médios ou grossos, ou condicionadores, no caso de cabelos finos, a seguir ao champô", justifica o cabeleireiro de Coimbra.

Mas porque querer lavar o cabelo com mais frequência do que a devida é, por vezes, tentador, há estratégias para evitar fazer uma lavagem desnecessária. De acordo com o hairstylist, além de ser fundamental fazer um bom diagnóstico ao couro cabeludo e cabelo, é também muito importante "usar os produtos de lavagem e tratamento da mesma marca com a dosagem certa, e não em excesso". Carlos ressalva também a necessidade de remover muito bem os produtos do cabelo e do couro cabeludo "com água em abundância" e de, depois de ter o cabelo lavado e tratado, "retirar o excesso de água com uma tolha e usar um sérum ou óleo para selar o tratamento dentro do cabelo para que o mesmo faça efeito".

A importância do couro cabeludo

Pode não estar à vista, pode ser muitas vezes esquecido, mas o couro cabeludo faz parte daquele que é o maior orgão do corpo humano, a pele.

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"É pele, mas é uma pele especial, não é igual", explica Alexandra Osório, dermatologista na Clínica DermAge. O impacto da lavagem mais ou menos frequente, segundo a médica, depende do tipo de couro cabeludo. "Depende se há patologia ou se não há patologia. Se for um couro cabeludo com um cabelo seco, imagine, uma raíz seca e cabelo seco, o impacto vai ser muito mais forte, dá origem a prurido, a comichão, até pode levar a uma certa descamação do couro cabeludo e o cabelo fica mais seco. Mas também vai depender do produto, se for um produto dermatológico ou um produto de farmácia ou de supermercado. Porque os de supermercado têm produtos adstringentes, quase como o Fairy. São coisas que retiram a gordura, mas que não curam. Não têm a molécula para curar e para estabilizar a produção da seborreia. Mas tira a seborreia, seca o cabelo e dá aquela sensação fantástica. Só que depois a produção continua...", diz.

Já no caso de um couro cabeludo oleoso, Alexandra Osório admite a possibilidade de lavagens diárias. "Se for um cabelo oleoso eu digo que pode lavar todos os dias, se for muito oleoso até pode lavar duas vezes por dia, de manhã e depois no ginásio, por exemplo. Porque quando se está no ginásio, a testosterona aumenta, o cortisol aumenta e vai aumentar a produção de sebo", explica. "[No caso de] um cabelo oleoso e raíz oleosa é melhor ter tudo equilibrado do que ter como patologia, porque isso depois vai enfraquecer o cabelo", remata.

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