Vou confessar uma coisa: fiz o meu primeiro alisamento capilar aos 14 anos de idade (quando, na época, no Brasil, ter os cabelos lisos estilo oriental era a maior tendência do momento). A partir daí, viciei em “brincar” com o meu cabelo – fiz diversos tratamentos, testando vários tipos de alisamento, aderindo aos mais variados tipos de químicos, e por aí vai. Foram anos de glória, até a conta chegar. E ela chegou, alguns anos depois, quando me vi ao espelho com os fios totalmente quebradiços, sem vida e, mais importante de tudo, diferente do que ele sempre foi no passado: saudável.

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Desde que me mudei para Portugal - e depois dessa conclusão - resolvi que não ia mais mexer no meu cabelo. Ia deixá-lo “respirar” novamente (aparando as pontas, de vez em quando, como é óbvio). Aos poucos ele voltou ao seu estado normal e hoje já posso dizer que consegui recuperar o que tinha lá em 2008.
Por isso, o que mais prezo hoje é a saúde dos meus fios (os erros, afinal, são sempre bons ensinamentos, correto?). Mas então, por que fui testar o botox capilar? Pois bem. Sempre tive o cabelo um pouco rebelde e não vivo sem um secador e uma boa escova por perto, para “domar” os fios.

O que mais prezo hoje é a saúde dos meus fios

E nos últimos tempos, mais precisamente no último Verão, comecei a pesquisar os tratamentos mais saudáveis e menos prejudiciais aos fios. Algo que hidratasse mas, ao mesmo tempo, domasse a fera - no caso, o meu cabelo. Eis que surgiu o nome “botox capilar”, que nada mais é do que uma selagem da cutícula do cabelo, um tratamento que repõe a massa perdida dos fios - causada por agentes externos, como o sol e a poluição, por exemplo.

A palavra a quem sabe

Com esse preenchimento, a raiz e as pontas ficam com a mesma espessura, eliminando pontas duplas, o temido frizz e controlando o volume do cabelo. #thanksgod
Conversei um pouco com o David, stylist do salão Unique, aqui em Lisboa, e ele explicou que apesar de alisar o cabelo, este tratamento não é um alisamento.
Algumas pessoas confundem o botox com o alisamento tradicional, é normal. Como ele deixa o cabelo mais alinhado e nutrido, dá a impressão que se alisou, mas é um tratamento muito mais leve e que tem uma duração de 3 a 4 meses”, explicou o profissional.

Como é feito o procedimento

Não é algo demorado, para quem está se perguntando. Fiquei cerca de 1h30 no salão e foi muito tranquilo e relaxante. Durante a aplicação da técnica, os nossos fios são lavados com um champô de limpeza profunda, que vai eliminar toda e qualquer impureza que esteja acumulada no couro cabeludo.

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Em seguida, começa o processo de reposição de nutrientes e, neste ponto, é necessário aguardar em média 30 minutos para que o tratamento faça o efeito esperado no cabelo. Eu aguardei tomando um belo de um chá e aproveitando este tempo só meu – garanto que vale muito a pena!

O ideal é ficar dois dias sem lavar o cabelo

Depois de enxaguar, basta escovar e pranchar os fios para selar as cutículas e manter os nutrientes por mais tempo. Depois é vida que segue (ah, atenção: o ideal é ficar dois dias sem lavar o cabelo, ok?).
Mas e aí, vale a pena? Vale super! Depois de aguardar dois dias, lavei e sequei o cabelo sem escovas por perto. O resultado foi surpreendente: os fios estavam 100% sem frizz e muito mais “leves” - não precisei escovar nem 'pranchar' para que eles ficassem no lugar. E, como explicou o David, é mesmo verdade, ele não alisa os fios, apenas sela as cutículas e “doma” os cabelos mais rebeldes. Sem dúvida que vou voltar lá na época de Verão!

Daniela Schwanke é uma jornalista brasileira a viver em Lisboa desde 2016, apaixonada pela cidade, pelo universo feminino, principalmente o da Beleza, com artigos publicados em várias revistas e a autora do site See You Magazine, que seguimos de perto.