A 5 de julho de 1946 nasceu talvez a peça de roupa mais controversa da História e com certeza uma das mais intimamente ligadas à emancipação feminina (uma coisa parece estar sempre relacionada com a outra). Então porque não é uma das mais adoradas?

Já muito foi dito, escrito e estudado sobre o biquíni, para chegar a conclusões que para quem sente na pele se tornam óbvias. Um estudo confirmou que a maioria das mulheres odeia experimentar biquínis - e será porque também existem outros estudos sobre a idade a partir da qual uma mulher está proibida de vestir um biquíni? Ou em como os homens olham para a mulher como um objeto mal ela veste um biquíni, de acordo com outra investigação?

Não é difícil perceber porque a relação das mulheres com os biquínis é uma de amor/ódio. Por isso mesmo, usámos a data que assinala o aniversário desta peça para indagar sobre o que sentem as mulheres quando a vestem.

"Lembro-me de ser pequenina e querer muito usar um biquíni (andava sempre só de cuecas ou nua). Queria muito o 'status' mulher e ter maminhas e usar a parte de cima. Sentia-me muito crescida. Depois vieram as maminhas e veio o desconforto e a vergonha. Odeio comprar biquínis desde sempre na minha vida adulta porque é muito difícil encontrar a parte de cima que aguente as minhas mamas (grandes), seja gira e com bom suporte." - Joana von Bonhorst

"Acho que desde que me conheço que sempre senti complexos na praia. Lembro-me perfeitamente do meu primeiro biquíni, azul elétrico com rebordo amarelo, comprado numa loja na baixa pela minha mãe, que na altura a oferta era mínima e eu aos 14 anos já tinha corpo de 18. Todos os anos prometo a mim mesma que este é o ano em que me vou conseguir sentar na praia sem dobras à boneco Michelin, mas todos os anos falho a promessa. Sinto que estou sempre deitada, porque é deitadas que todas somos mais magras e sempre que tenho que ir à água é uma maratona de sustenção de ar.... Não deveríamos sentir nada disto não era? E simplesmente desfrutar da praia como quando éramos crianças... mas acho que nos dias de hoje isso é uma utopia..." - Sílvia Pinto Pereira

"F*ck it! Amo a minha barriga e mamas pequenas." - Joana Bravo

"A minha relação com o biquíni é inexistente. Primeiro, eu já fui uma adolescente gordinha. Depois passei por uma fase, no pós-divórcio dos meus pais, em que queria muito ser invisível. A fase do invisível foi ligeiramente antes de ser uma adolescente gordinha. Mas, bom, entretanto, quando percebi que estava gorda comecei a fazer dieta. Ironicamente aí, ainda usava biquínis, mas odiava. Sentia-me super desconfortável com eles, o que tornava a experiência de praia muito penosa. Quando comecei a crescer e percebi que não tinha forçosamente de usar um biquíni, comecei a usar um fato-de-banho. Antes de ser 'moda'. Então, era tipo a única a usar fato de banho na praia. Não passava despercebida, até porque eu sou desta cor (quase transparente) e o fato-de-banho era preto (óbvio). Mas passei a sentir-me muito mais confortável. Até porque gosto mais da peça e overall também acho que o meu corpo fica mais bonito. Ainda assim, a praia é sempre o sítio em que me sinto mais consciente do meu corpo e respetivos 'defeitos'." - Lígia Gonçalves

"Se eu pudesse estar sempre de biquíni, a apanhar sol, era feliz. Sinto-me bem de biquíni, sinto-me livre e bonita, sinto-me eu. Sinto que até de biquíni podemos ser nós próprias - digo isto no sentido de sermos fiéis ao nosso estilo de biquíni porque já há mil variedades." - Mariana Teixeira

"A primeira vez que vesti um biquíni senti-me crescida. E sempre me senti bem. Basicamente, quando era criança, usava só cuecas. Sempre fui aquela miúda que andava de cuecas na praia ou piscina, nunca usei fato de banho na VIDA. A minha mãe, praticamente brasileira, não conseguia pôr-me tapada com um fato de banho e foi assim que eu cresci. Quando comecei a ficar com maminhas e a sentir algum pudor por usar só cuecas, mudei diretamente para o biquíni. Nunca tive fase de transição com fato de banho, ever. E portanto, quando comecei a usar biquíni, significava que estava mais crescida, que era adolescente (ou quase). E depois, por sorte da genética que os meus me deram, sempre fui longilínea e magra e, portanto, sempre me senti lindamente de biquíni, apesar de ter estrias desde MUITO nova. Nunca foi um problema. Nunca usei fato de banho, a não ser para aulas de natação porque era obrigatório. Acho lindo, charmoso e elegante! Mas adoro uma barriga preta, por isso opto sempre pelo biquíni até hoje." - Juliana Martins

"Até hoje não é confortável. Fico sempre a pensar no tamanho da minha barriga, dos meus braços e se marca as costas lá em baixo." - Andreia Tavares

"Lembro-me de adorar usar biquínis em criança - senti-me super crescida quando passei do fato de banho para o meu primeiro conjunto, que por sinal era rosa bebé e da barbie (continua a ser o meu favorito ainda hoje). Em adolescente sentia-me confortável qb., mas neste momento não consigo usar um biquíni em público - as saias mais curtas também são um problema, porque o complexo é principalmente com as minhas pernas. Sinto que, embora a minha relação com o meu corpo tenha de certa forma melhorado desde a adolescência, a minha disposição para usar o biquíni só diminuiu. Tenho plena consciência de que literalmente ninguém quer saber de como o meu corpo se parece, mas ainda assim, continuo à espera do dia em que vou finalmente sentir-me confortável a usar um biquíni." - Marta Carvalho

"Desde 1990 à procura do tal. Que corresponda 100% às maminhas, costas, pernas. Quando não estamos confortáveis temos tendência a achar que os outros não aprovam ou torcem o nariz... Pelo menos eu sinto isso." - Vanessa Rosa

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