O crescer dos dias, e a carícia suave de uma brisa mais amena, reflectem-se numa quase necessidade dos nossos corpos por alongamentos revigorantes e práticas mais expansivas. Assim como o Sol amplia o seu raio de alcance, também a nossa prática de Yoga pode expandir-se a um espectro de energia mais amplo. A primavera desencadeia o acordar de estados de dormência e estagnação, e o Yoga é o catalisador holístico que nos permite realinhar as nossas energias, física e espiritualmente. 

Em cada asana, uma nova oportunidade para libertar tensão acumulada e estagnação, criando espaço para uma maior transformação pessoal. 

#AlmaYogi: a história por trás dos asanas – Virabhadrasana (ou Posição do Guerreiro) 
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Por outro lado, os dias de primavera dão-nos as condições e cenários perfeitos para práticas outdoor, para melhor nos conectarmos connosco mesmas e com o pulsar da natureza. Imagina desenrolar o teu tapete no meio de um campo de flores que desabrocham, sentindo diretamente a Terra abaixo de ti, sincronizando a tua respiração com os sussurros do vento… a perfeita comunhão corpo-mente-natureza. 

Importa também realçar que, tanto na mudança de estações como na filosofia do Yoga, o equilíbrio é o fator-chave. Assim como a primavera simboliza o equilíbrio entre luz e escuridão, entre calor e frescura, na nossa prática procuramos o equilíbrio entre força e flexibilidade, entre esforço e entrega.  

À medida que o Sol prolonga a sua permanência no céu, vamos retribuir mergulhando ainda mais profundamente nas nossas práticas. Abracemos os dias mais longos, como uma tela em branco para desenharmos a nossa autodescoberta e o nosso crescimento pessoal, pintando-a de bem-estar e equilíbrio na tapeçaria da evolução da primavera. 

Depois de ler este texto, convido-te a praticar uma curta sequência de Yoga com esta maior consciência da conexão Yoga-natureza. Ela inclui:

  • a Tadasana (postura da montanha), para representar a estabilidade da Terra na mudança das estações; 
  • Vrikshasana (postura da árvore), para encontrar equilíbrio, tal como uma árvore se mantém firme ainda que ondulando suavemente na suave brisa da primavera; 
  • Virabhadrasana II (Guerreiro 2) vai ajudar-te a incorporar a força e crescimento associados à estação;
  • a abertura do peito em Urdhva Mukha Svanasana (ou Cão Que Olha para Cima), simboliza o despertar da primavera;
  • com Balasana (postura da Criança) assumimos a entrega e introspecção representativos do equilíbrio necessário, quer no Yoga, quer na mudança de estações;
  • as Surya Namaskar (Saudações ao Sol) personificam os ciclos de crescimento e estão diretamente relacionadas como a vitalidade de calor associada ao Sol;
  • por fim, em Savasana (postura do cadáver) liberta-te de qualquer tensão e visualiza as sementes de mudança positiva, plantadas durante a tua prática, prontas para florescer nesta estação de crescimento e expansão. 

-- “As the sunflower turns its face toward the light, so too should the yogi turn towards the divine within. In the season of growth, let your practice be the blossoming of self-awareness, reaching towards the warmth of your inner sun." (B.K.S. Iyengar)

Sara Sá estudou Comunicação Social, mas especializou-se em Relações Públicas e trabalhou 15 anos como tal. A paixão pelo Yoga levou a melhor e, deixando o emprego e vendendo tudo o que tinha, abriu no Porto o MANNA, um espaço onde partilha, com quem por lá passa, a sua filosofia de vida.

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