Desde que passei a escrever para a Miranda que cresceu o grau de responsabilidade para com as práticas e as rotinas de beleza, não só no meu quotidiano, mas também na minha vida. O acto de maior coragem foi quando me sentei e escrevi a minha carta de demissão que me iria libertar de 6 meses de transtorno e frustração e que me desgastaram a alma e a luminosidade da pele. Lembram-se?

Durante esse período valeram-me todas as descobertas cosméticas que fiz, aliadas a muita dose de resiliência, e que me permitiram ter alguma joie de vivre, tão importante para quem sempre teve na boa aparência uma fonte importante de energia.

Fazendo o balanço, e apesar do malfadado começo, 2019 foi generoso comigo. Por mais cremes e intervenções cosméticas que façamos, o melhor tratamento anti-aging é mesmo a felicidade. Ter encontrado o emprego certo muito contribuiu para esse estado elevado da alma e é rejuvenescedor sentir que somos reconhecidos quando todos os dias damos o nosso melhor. A cereja no topo do bolo tem sido o acesso privilegiado ao mundo da cosmética, uma vez que trabalho nesse ramo. Posso mesmo afirmar que tenho um emprego que é uma beleza! Para já, fiz um PRP (plasma rico em plaquetas), que me deu um boost à pele, mas espero no futuro contar-vos muito mais sobre outras experiências como esta.

De 2019 levo este trabalho extraordinário, que me fez um lifting à alma, mas há outras práticas que se revelaram imprescindíveis e sem as quais não passo mais:

O Crossfit fez-me acabar o ano com 63,5Kg. Finalmente, estou a chegar ao peso que considero ideal e tem sido graças à alta intensidade desta modalidade que me aproximo tanto de lá. Não imaginam o orgulho que agora sinto ao ver uma selfie ou o prazer de vestir uma peça de roupa que antes estava larga ou mesmo quando envio uma nude (ups!). Adoro ver as minhas novas formas e contornos (embora ainda muito trabalho precise ser feito!).

Sou um pouco hesitante no que diz respeito a homens que se maquilham. Respeito e até acho importante cultivar-se a diversidade, mas para mim, que me identifico com um arquétipo de homem masculino, acho que devo usar a maquilhagem para disfarçar imperfeições e dar-me um ar saudável e descansado, sem parecer que uso maquilhagem. Para um efeito que considero bastante natural, passei a usar um creme protector solar com cor da Uriage. E é tão simples e prático de aplicar que o tenho usado no balneário sem causar qualquer dissonância com as rotinas hetero-normativas dos camaradas crossfitters. O efeito final é tão marcante que já aconteceu perguntarem se estou cansado nos dias em que não o ponho... a prova de que, embora subtil, tem feito toda a diferença!

Não tenho usado desde que o perdi, mas o concealer para homem da Menaji é um óptimo finalizante. Disfarça muito melhor as olheiras e a vermelhidão que tenho à volta do nariz e a pele continua a respirar. Tudo isto e ainda a satisfação de ler a lista de ingredientes: semente de uva, cera de abelha, óleo de mamona, sílica, óleo essencial de toranja rosa, vitamina E natural, óleo de frutas de bergamota, entre outros... sem dúvida que irei retomar este néctar dos deuses para a pele em 2020!

Ainda na “fase negra” do ano, experimentei aplicar botox e espero voltar a este procedimento quanto antes, pois o resultado foi instantâneo e, a longo prazo, vai-me poupar àquele trabalho incansável da luta contra o tempo que começa a ser a minha vida. E não queremos mais um desses empregos que nos desgasta a alma, pois não? É que desse não me vou poder demitir...

Bruno Reis, colaborador da Miranda, é o fundador e diretor criativo da Teeorema, marca de luxo de T-shirts.

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