É mais forte do que eu: a J.Lo moldou por completo a minha percepção do envelhecimento. Aqueles 50 anos a fazerem aquelas piruetas naquele bastão de ferro vieram dizer ao mundo que afinal é possível estarmos melhor aos 50 do que aos 30. Com certeza que a actividade física a ajuda, a alimentação também, e ainda a genética, o sono ainda mais, e a cosmética também deve fazer das suas. Mas será só isso?

Quando falava com o Dr. José Iván Lara sobre as stem cells, toquei no assunto J.Lo e imediatamente me disse que aqui já devemos estar a falar de compensação hormonal. Este tema tem-me despertado a curiosidade desde que soube da existência do Dr. Pinto Coelho, o médico que nos ensina a chegar novos a velhos e cuja abordagem ao anti-aging sempre provocou alguma controvérsia.

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Em Março, tive a oportunidade ideal para me aprofundar neste assunto, no Healthy Aging Summit, mas o mesmo foi adiado para 23 e 24 de Outubro, devido à pandemia. Um painel de luxo de médicos irá falar-nos e esclarecer sobre os melhores métodos para envelhecer com qualidade. Um desses métodos é a modulação hormonal. Tive a sorte de poder conversar com um desses médicos, com o Dr. Costa Santiago, que faz parte da equipa do Dr. Pinto Coelho, e que tem também desenvolvido bastante trabalho na área da cosmética e da harmonização facial.

Voltando às hormonas, sempre me intrigou verificar que não é uma prática popular. Se nos faz mais jovens, porque é que ainda tão poucos a praticam? Todos querem a juventude eterna, não? A reserva ainda é alguma em relação ao uso de medicamentos sintéticos e pelo sentimento de que estamos a sabotar a natureza. Mas estas hormonas são bio-idênticas, elas têm a mesma estrutura molecular que o nosso organismo e não têm como falhar.

Outro factor desencorajador pode ser o custo de fazer este tipo de consultas e posterior acompanhamento. Mas nunca na história da humanidade se conheceram elixires da juventude baratos, ou conheceram? De qualquer maneira, se a modulação hormonal é só 25% de bons hábitos de envelhecimento saudável, sendo que os outros 75% são a alimentação, a actividade física e o bom sono, então podemos pensar que é apenas um pequeno investimento, já que os outros nos saem de graça, não? Cremes de beleza, botox, preenchimentos e outras intervenções estéticas, vamos considerar bens essenciais, OK?…

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Um check-up hormonal deve ser feito entre os 25-30 anos, pois é nesta idade que ocorre um decréscimo de cerca de 1 a 2% ao ano. Esta perda é progressiva e em cadeia, e vai condicionar a produção de colagénio na pele, tornando-a cada vez mais flácida e mais vulnerável às agressões do sol, enquanto também condiciona a distribuição de gordura corporal e o vigor do cabelo.

Quando se repõem os níveis da DHEA (dihidroepiandroesterona), da testosterona e da hormona de crescimento, esses efeitos são imediatamente atenuados e a pele volta a ficar mais hidratada e elástica. E estes são apenas efeitos superficiais. Quem faz este tipo de tratamento costuma sentir-se com mais energia e vitalidade, descansa muito melhor e melhora substancialmente a sua produtividade. A mulher, por exemplo, volta a menstruar.

As consultas de reposição hormonal podem ser demoradas, pois é importante reunir a maior quantidade possível de informação clínica, da alimentação e do estilo de vida. São feitas análises sanguíneas, urinárias e imagiológicas, e é graças a este rigor em tratar a informação do paciente que torna o processo de compensação hormonal impossível de correr mal.

E a coisa corre tão bem que, por exemplo, as mulheres voltam mesmo a menstruar. Pensem numa personalidade portuguesa, mulher, com setentas e tais anos e que espalha jovialidade por onde passa. Só podia estar a falar mesmo da Lili Caneças, que já confessou publicamente fazer estes tratamentos e que ainda tem o período. Ora vejam aqui.

Depois disto, podem fechar a internet.

Mas eu vou ficar, OK? É que a Ciência ainda tem mais para nos mostrar e eu quero estar aqui para ver.

Bruno Reis, colaborador da Miranda, é o fundador e diretor criativo da Teeorema, marca de T-shirts de luxo.

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