A ideia é que os Mudras ativam e envolvem determinadas partes do cérebro e/ou da alma, exercitando uma determinada influência nas mesmas. Quão maravilhoso é podermos, efetivamente, envolver, ativar e influenciar o nosso corpo e os nossos estados de alma simplesmente dobrando, cruzando, estendendo ou tocando os dedos com os outros dedos? :)

Lothar-Rüdiger Lütge, estudioso de Kundalini, explica que “cada área das nossas mãos forma uma zona reflexa para uma parte do corpo e do cérebro associadas. Deste modo, podemos considerar que as mãos são um espelho do nosso corpo e da nossa mente”.

Existem dezenas e dezenas de Mudras, e poderíamos escrever páginas e páginas sobre Mudras :) Aqui, vamos tocar neste universo apenas ao de leve. Por isso, vamos apenas falar de três Mudras e alguns pontos essenciais para a correta prática dos mesmos!

Comecemos por explorar como praticar Mudras. Estes gestos com as mãos podem ser feitos quando sentados, deitados, de pé, e até mesmo a caminhar. Seja qual for a opção, a postura corporal deve ser simétrica e centrada, e devemos estar o mais relaxados possível. Se optarmos por praticar sentados numa cadeira, a nossa coluna deve estar reta e os pés em contacto firme com o chão. Se praticarmos quando deitados, manter as costas em contacto com o chão é naturalmente a posição mais apropriada. A caminhar, devemos assegurar-nos de que estamos a manter um passo calmo e uniforme, ritmado.

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Pessoalmente, a opção que me faz sentido é sentada em posição de meditação. Neste caso, é importante ter em consideração princípios básicos das técnicas de meditação, como manter a coluna reta, joelhos  no chão ou à mesma altura descansados de forma relaxada, mãos relaxadas sobre os joelhos, ombros relaxados para trás e para baixo, peito aberto, pescoço longo e sem tensão, mantendo uma respiração lenta, fluida e gentil. Adicionalmente, parece-me que os efeitos dos mudras são intensificados quando mantemos o foco na respiração, observando o fluxo de respiração natural ou direcionando a nossa respiração.

Sobre quando praticar Mudras, eles podem ser feitos praticamente em qualquer momento e em qualquer lugar, desde que consigamos conectar-nos connosco mesmos. Contudo, bons momentos para praticar mudras são: alguns minutos antes de dormir, nos minutos seguintes a acordar, antes ou depois das refeições, em caminhadas meditativas ou em momentos de pausa durante o dia.

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Mudra Jnana e Chin

Jnana e Chin Mudra (imagem acima) são dois dos Mudras mais conhecidos e mais praticados, representando a consciência e o conhecimento, respetivamente. O gesto é simples: conectar a ponta do polegar com a ponta do indicador, e estender os restantes dedos. A mão deve repousar relaxadamente sobre a coxa. Aos dedos a apontar para o céu (para cima) chamamos Jnana Mudra, e aos dedos a apontar para a terra (para baixo) chamamos Chin Mudra. Os três dedos estendidos simbolizam os três gunas: tamas (letargia), rajas (atividade) e sattva (equilíbrio e harmonia). O polegar simboliza o cosmos (divino) e o indicador simboliza a consciência individual (humano). O ciclo fechado através da conexão dos dedos polegar e indicador retrata o objetivo último do yoga: a unificação do Atman, a alma individual, com o Brahman, a alma universal.

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Os efeitos destes Mudras fazem-se sentir ao nível físico, mental, emocional e espiritual. De acordo com Keshav Dev, é um remédio universal para melhorar estados de tensão ou distúrbio mental, e melhorar o foco, memória e concentração. Ajuda a clarificar a mente e também é praticado para combater insónia e problemas de tensão alta. Jnana Mudra e Chin Mudra podem ser praticados sozinhos ou em simultâneo com outros Mudras (podemos usar uma das mãos para estes e a outra para outro Mudra).

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Mudra Anjali

Outro dos Mudras mais conhecido é Anjali Mudra (imagem acima), o gesto de oração. Para o praticar, juntamos as palmas das mãos em frente ao peito, ao chakra do coração, deixando um pequeno espaço aberto entre as palmas. Este Mudra promove um recolhimento interno e cria equilíbrio, repouso, silêncio e paz. Acalma os nossos pensamentos e, por conseguinte, cria uma maior clareza mental. Também ativa e harmoniza a coordenação dos hemisférios direito e esquerdo do nosso cérebro (relacionados com as energias yin e yang, feminina e masculina). Este Mudra é também praticado e utilizado como símbolo de gratidão e reverência. Na Índia, é um gesto de saudação ou agradecimento, que mostra respeito pelos outros seres.

Se ficaste com curiosidade em saber mais sobre Mudras, recomendo a leitura do livro 'Mudras: Yoga in Your Hands', de Gertrud Hirschi.

Sara Sá estudou Comunicação Social, mas especializou-se em Relações Públicas e trabalhou 15 anos como tal. A paixão pelo Yoga levou a melhor e, deixando o emprego e vendendo tudo o que tinha, abriu no Porto o MANNA, um espaço onde partilha, com quem por lá passa, a sua filosofia de vida.

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