Confinada em casa há dois dias com os miúdos – quarentena voluntária como medida de prevenção em relação ao Covid-19 – num apartamento sem varandas nem terraço, em plena cidade de Lisboa, sinto-me um pouco à beira da loucura. Mesmo sabendo que isto ainda está agora a começar. Tento manter a rotina, não me deixar cair no marasmo de passar o dia de pijama em casa, apesar de a ideia ser tentadora – afinal, não vou a lado nenhum.

As horas passam lentas e os dias parecem iguais, os miúdos chateiam-se por estarem o dia todo em casa e já não há desenhos animados, youtube, puzzles, livros e material de pintura que nos valha. E isto ainda agora está a começar. No entanto, estamos juntos e em casa. E neste momento, apesar de todo o stress que isso provoca a toda a gente, todos sabemos que é para um bem maior e comum, que é a opção certa a tomar, que a nossa segurança é a segurança de todos.

Gostava de escrever um texto inspirador, mas deixo-vos apenas com algumas dicas de como tornar estes dias mais… digamos, leves! Porque, afinal, até está sol – apesar de eu só o ver da minha janela – e apesar de todos os memes de humor que circulam na internet e que ajudam a desanuviar a situação, ou não fosse o humor um poderoso antídoto, há pequenas coisas que podem ajudar a manter a nossa sanidade mental nestes tempos dignos de ficção científica. Deixo-vos, assim, a minha lista de dicas para uma quarentena mais agradável, relembrando que não há maior antídoto de Beleza que o amor – mesmo que se vivam tempos de cólera.

#ÀFlorDaPele: a pele que há em mim
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Aproveite para tomar um banho de imersão e fazer uma máscara caseira. Eu sei, para quem tem miúdos em casa pode parecer uma utopia, um devaneio, uma fantasia. Eu, que escrevo isto e que também ainda não o fiz, sei que era um bálsamo que iria apreciar. Uma banheira de espuma, música ambiente, umas velas aromáticas, uma máscara no rosto para oxigenar a pele e a alma… só de pensar nisso até me vêm as lágrimas aos olhos! Solteiros desta vida e casais sem filhos em confinamento, e que dispõem de todo o tempo do mundo, façam-no já! Mães com maridos e namorados em casa, tranquem-se na casa de banho, deixem as crianças com o pai, reclamem para vocês o merecido “me time”! Verão que depois de um banho revigorante até conseguem ter mais paciência para tudo o resto – nem que seja para não se passarem com as crianças durante mais uma hora!

Beba um copo de vinho. Rico em flavonóides, há muito que são conhecidas as propriedades de saúde e beleza proporcionadas pelo vinho. Na pele, ajuda a oxidar as moléculas de colagénio e elastina, retardando os efeitos do envelhecimento precoce da pele. Para além disso, é rico em vitamina E, que também ajuda nos processos metabólicos da pele, funcionando como um poderoso antioxidante. Por fim, e se tudo isto não foi motivo suficiente, pode sempre ajudar a enfrentar os dias de confinamento com outro… ânimo!

Durma. Em altura de teletrabalho – e em que o facto de estar em casa não significa que dispõe de tempo para fazer o que bem lhe apetece – pode sempre aproveitar para descansar um bocadinho durante a hora de almoço. Uma sesta de 30 minutos é o suficiente para revitalizar corpo e mente. Um estudo coordenado por Richard Wiseman, professor da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, comprova a ligação entre as sestas curtas e a felicidade. Uma curta sesta de 30 minutos ajuda a ser mais focada, produtiva e criativa – permitindo-lhe, mais uma vez, conseguir ter outra motivação e ânimo para enfrentar estes dias de confinamento.

Coma de forma consciente e saudável. Os tempos são de reclusão e estamos todos deprimidos. A vontade de assaltar a despensa da cozinha é grande. Precisamos de algo que nos dê aquele conforto de alma que só um chocolate sabe dar – ou uma bela pizza, ou aquele bolo de maçã e canela – enquanto nos enroscamos na manta e no sofá a sentir pena de nós próprias. Been there, done that. Mas pense que vai estar 15 dias – na melhor das hipóteses – a comer muito e a mexer-se pouco. Por isso, tente comer várias vezes ao dia, mas pouco e bem. Não significa que não pode prevaricar de vez em quando, fazer um bolo ou umas panquecas com os miúdos, mas evite fazê-lo todos os dias, ou acabará a quarentena com corpo de inverno – e estamos a aproximar-nos do verão.

#ÀFlorDaPele: a minha beleza é diferente da tua e está tudo bem
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Faça exercício físico. Não há desculpas por estar em casa e não poder ir ao ginásio. O youtube e o instagram estão cheios de programas de exercícios e rotinas de treino para fazer em casa, coisas simples e fáceis que podemos fazer em qualquer espaço, criando mais um momento de diversão e de união familiar – além de nos mexermos todos, sem exceção: pais e filhos.

Por fim, não queria terminar este texto sem uma nota de fé e esperança – porque precisamos disso, neste momento, mais do que tudo na vida. Não é fútil falarmos em coisas que nos levantem o ânimo e nos façam sentir mais bonitas – mesmo que os tempos sejam difíceis. Aliás, a Beleza e os produtos de beleza têm um poderoso efeito para levantar a nossa moral e fazer-nos sentir que continuamos a viver os nossos dias com “normalidade”, mesmo que tudo tenha mudado e estejamos todos a adaptar-nos à nova situação.

Sabia que o batom vermelho tem um efeito poderoso de levantar o ânimo, de nos fazer sentir automaticamente mais confiantes e de ser um boost de empowerment? E que a venda de batom vermelho aumentou durante a Segunda Guerra Mundial, altura em que as mulheres eram incentivadas a pintar os lábios de vermelho, a cuidar de si e a sentirem-se bonitas, quase como um dever cívico de levantar a moral feminina e masculina?

Setenta e cinco anos depois do final da Segunda Guerra Mundial, travamos outro tipo de guerra. Esta invisível, em que não conhecemos o nosso inimigo, em que nos sentimos desamparados, com medo do desconhecido e de saber o que nos espera e o que aí vem. Estamos todos juntos e partilhamos esse receio coletivo, mas tentem respeitar as medidas de quarentena e evitem ao máximo andar na rua, sair desnecessariamente e resguardem-se. E mesmo em casa – pintem os lábios de vermelho – façam Facetimes com os amigos e família que está longe, juntem-se virtualmente, espalhem amor e sorrisos. Porque o amor vence sempre, principalmente em tempos de cólera.

Mafalda Santos fez das palavras profissão, tendo já passado pelo jornalismo, assessoria de imprensa, marketing e media relations. Acredita em quebrar tabus e na educação para a diferença, temas que aborda duas vezes por mês, na Miranda, em #ÀFlorDaPele.

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