A sopa faz parte da alimentação dos portugueses há inúmeros séculos e somos conhecidos internacionalmente pelas maravilhosas sopas que sabemos fazer. Das mais simples às mais complexas, todas têm valor para acrescentar às principais refeições do almoço e jantar.

A base de água, um fio de azeite e inúmeros legumes variados é de tal forma rica em nutrientes, que qualquer refeição que comece por sopa digamos que já é meio sustento. Especialmente no inverno, quando o tempo é mais frio, o conforto de iniciar estas refeições com uma sopa quente é o prenúncio de uma refeição mais reconfortante e completa.

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De facto, este aconchego de estômago é fundamental para conseguirmos moderar e gerir quantidades dos restantes alimentos que compõem almoço e jantar, sendo que em algumas localidades do país – e conforme o que conste entre os ingredientes da sopa – ela é muitas vezes a própria refeição.

Eu próprio, como nutricionista, uso e abuso da sopa. Por vezes, em dias em que o dia é mais comprido – passe a repetição ;) – acrescento na hora de a comer duas ou três amêndoas ou avelãs torradas, para acrescentar o efeito crocante à temperatura quente e envolvente da sopa, evitando as chamadas “entradas”, na grande maioria das vezes mais “perigosas” do ponto de vista nutricional e alimentar.

Para muitas pessoas cujo consumo de hortícolas, em saladas e legumes, é insuficiente, a sopa é uma das melhores formas de incluir os minerais, algumas vitaminas e fito-nutrientes presentes para complementar e reforçar a saúde. Para além de saborosa, prática e versátil, é esta diversidade de nutrientes e de fibras que torna a sopa tão importante para regular o normal funcionamento do nosso sistema digestivo e também para prevenir o aparecimento de inúmeras situações de doença.

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Ao contrário de algumas crenças mais antigas, para fazer uma boa base de sopa nem sempre é necessário usar batata. Experimente, por exemplo, a couve-flor, o chuchu e até a courgette, mas a regra é encontrar os legumes que se complementam e tornam a sopa saborosa ao seu paladar e que torne o seu consumo um hábito diário.

Varie quantidades, tipos de legumes e por que não experimentar algumas opções mais arrojadas? Folhas de hortelã, manjericão, passando por gengibre, curcuma e até aipo. As hipóteses são inúmeras e aqui a imaginação será o limite. Prove também texturas diferentes, sopas mais e menos passadas, com menos sal e mais especiarias…

Encontrar o equilíbrio para uma vida e alimentação saudável não é fácil. Diria que é um desafio permanente e constante mas, com uma boa sopa de base para uma refeição de almoço e/ou jantar, consegue alcançar e encontrar a saúde de forma mais rápida e consistente. Veja algumas receitas para aumentar a sua inspiração em nutricionista.com.

Pedro Queiroz é o fundador das Clínicas de Nutrição do Porto e Lisboa e consultor de Nutrição. Mais do que ajudar pessoas a emagrecer, o que realmente gosta é de mudar as suas vidas.

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