O que tem de bom as férias — para além dos banhos de mar, do convívio, da ausência de horários e de nos sentirmos todos um bocadinho mais livres e felizes — é aquela luz que nos inunda a alma (e o corpo) e se reflete em nós. Seja nas fotos que tiramos, ou quando nos vemos ao espelho pela manhã e reparamos que nem precisamos de maquilhagem para acordar com bom ar. Foi o que senti durante estes 15 dias.

Longe da cidade, com a pacatez e a calmaria própria desta época do ano, todos os dias, sempre que acordava e me via ao espelho, sentia que as olheiras não eram visíveis, os papos eram menos profundos e não tinha aquele ar baço que precisa de ser disfarçado a base e pó compacto.

Não sei se deva culpar o excesso de trabalho ou a fraca e má luz da minha casa de banho em Lisboa, mas a verdade é que durante 15 dias, em que o sol me beijou a pele (e a alma), poucas foram as vezes em que senti necessidade de me maquilhar. E mesmo quando o fazia, limitava-me a colocar um pouco de iluminador nas zonas certas, blush e rímel, e pronto, o bronzeado fazia o resto.

#ÀFlorDaPele: ir a Espanha comprar cremes? Sim, as férias servem para tudo!
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Besuntei o corpo e o rosto com protector solar 50, cuidei dos cabelos com spray hidratante e, claro – ou não estivesse no Algarve – aproveitei para ir até Espanha abastecer-me de produtos e cremes corporais para mais um ano, tratando já de atestar o stock para o Inverno, ou não fosse sempre essa uma das minhas anuais peregrinações sagradas quando estou a Sul.

Comi bem, bebi ainda melhor, dormi sem preocupações, o tempo voou. Acho que é a isto que se chama felicidade, que tanta falta nos faz ao longo do ano e que é visível e quase palpável no nosso humor e bem-estar. Por isso, não me fez falta a maquilhagem, porque tudo o que estava a viver me nutria por dentro e isso sente-se e vê-se por fora. Só é pena durar tão pouco.

É que hoje, já em Lisboa, enquanto me arranjava de manhã para ir à rua e me vi ao espelho, senti que aquele ar luminoso com que acordava todos os dias de manhã nas férias, e sempre que me via ao espelho, já estava a desvanecer. Contrariada, lá puxei da bolsa de maquilhagem e apliquei um anti-olheiras e uma base para ver se dava um “jeitinho”.

Não fiquei satisfeita, senti que a luz já não era a mesma, que por mais que quisesse recriar o efeito, falta-me toda aquela envolvência, o verde, a tranquilidade e energia. Foram muitos dias, meses, fechada em casa. O corpo precisava de luz e de se re-energizar, a alma precisava de ser nutrida. Foi tudo isso, mas passou demasiado depressa.

Eu sei que é tempo de voltar, mas... não há melhor produto de Beleza do que a felicidade.

Mafalda Santos  fez das palavras profissão, tendo passado pelo jornalismo, assessoria de imprensa, marketing e media relations. Acredita em quebrar tabus e na educação para a diferença, temas que aborda duas vezes por mês, na Miranda, em #ÀFlorDaPele.

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