A depressão é, em todo o mundo, provavelmente, das maiores causas de incapacidade e de perda de qualidade de vida. Um problema que se tornou comum, mas cujas opções terapêuticas quase não mudaram nas últimas três décadas.
Uma em cada quatro pessoas está sujeita a sofrer de depressão ou ansiedade em algum momento da sua vida... e tal pode acontecer com qualquer um de nós! Está na hora de quebrar o estigma e encontrar soluções!
Por não ser considerada uma doença física, mas sim algo que está na mente, muitas são as pessoas que sofrem por se sentirem “culpadas” por não serem suficientemente fortes para ultrapassar a depressão. Os tratamentos oferecidos são geralmente medicamentos anti-depressivos, sendo os mais comuns SSRI (inibidores selectivos da recaptação da serotonina), como a paroxetina ou o escitalopram.

E se a raiz da depressão pudesse ser avaliada sob outro prisma?

Toma nota: A associação entre transtornos depressivos e deficiência de vitamina D devido à falta de exposição ao sol tem sido sujeita a vários estudos.

A deficiência de vitamina D é um problema de saúde pública global que afecta mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo. Mesmo em países com bastante sol, a sua deficiência atinge uma percentagem importante da população.
Todos nos sentimos fartos ou tristes em determinados momentos das nossas vidas. Na maioria das vezes, esses sentimentos duram alguns dias, ou talvez uma semana, mas na verdade não interferem no nosso dia a dia. No entanto, quando esses sintomas permanecem por semanas, meses ou mesmo anos, podes estar a desenvolver uma depressão clínica.

#Sintomas de alarme: quando a tristeza permanece Os sintomas da depressão podem surgir gradualmente e passarem despercebidos por bastante tempo. Quando isso acontece, muitas vezes é um amigo ou membro da família que se apercebe, antes de ti, como o teu comportamento e personalidade mudaram. Os sintomas da depressão também podem ser físicos, como sensação de fadiga ou dores musculares, e a falta de motivação que invade o teu dia.

Embora os sintomas variem de pessoa para pessoa, geralmente permanecem por várias semanas. Os mais frequentes são:

  • Sentires-te infeliz a maior parte do tempo
  • Mudanças no apetite
  • Sentires cansaço todos os dias
  • Dificuldade em dormir
  • Perda de confiança e auto-estima
  • Perda de interesse na vida e incapacidade de desfrutares de qualquer coisa
  • Dificuldade para tomares decisões ou concentrares-te
  • Comportamento anti-social
  • Sensação de desespero e vazio

#Sunshine girl A vitamina D é chamada de vitamina do sol, porque o nosso corpo a produz quando é exposto à luz solar. A vitamina D também está presente, em pequenas doses, em vários alimentos: peixe (como o atum, salmão e cavala), queijo e na gema de ovo. A curta exposição solar, o aumento do tempo indoor e a sua difícil obtenção na dieta é, em muitos casos, a causa para recorrermos ao uso de suplementação de vitamina D3, em alguns casos mesmo durante o Verão.

#A vitamina D ajuda na depressão? De acordo com algumas pesquisas, pode ajudar, mas a evidência disponível é um pouco controversa. Dezenas de estudos mostram uma alta prevalência de deficiência de vitamina D em pessoas deprimidas, e alguns estudos mostram que doses altas de vitamina D são úteis para diminuir alguns sintomas de depressão. Apesar da necessidade de monitorização médica, a vitamina D é notavelmente segura, e a depressão é notavelmente perigosa (perto de 800 mil pessoas suicidam-se todos os anos, de acordo com os dados da OMS). Parece bastante razoável garantir que as pessoas que sofrem de depressão devam manter um nível de vitamina D normal e serem suplementadas quando os seus níveis estão diminuídos.

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#Devo fazer suplementação? Qual a dose certa para mim? Se sofres de depressão deves ter um acompanhamento médico que ajude na monitorização dos níveis de vitamina D [25 (OH) D]. Doses entre 5.000 UI/dia e 10.000 UI/dia são seguras, mas para tal o teu nível de vitamina D deve ser verificado pelo menos duas vezes por ano.

#Os Básicos para a Depressão Já todos sabemos que um estilo de vida saudável é o pilar essencial para uma saúde óptima, mas com o acelerado ritmo de vida que a sociedade dos dias de hoje nos impõe é fundamental lembrar o papel activo que devemos ter. A relembrar:

  • Aumenta o número de horas à exposição de luz natural e sol.
  • Sai do escritório e anda a pé à hora de almoço. Tal é sem dúvida uma óptima ideia para aumentar a serotonina, um factor-chave no tratamento da depressão.
  • Liga o despertador para saberes que está na hora de ires deitar-te. Conseguires dormir por umas 7 a 9 horas vai ajudar a sentires-te com mais energia de manhã e com certeza ajudar-te a seres uma pessoa mais feliz.
  • Mexe-te! O exercício físico (só precisas de 30 minutos de exercício 3-5 vezes por semana) é uma das melhores terapias anti-depressivas. Pode ser a dança, o ioga, o pilates, um passeio de bicicleta (usa as que as cidades hoje em dia já colocam à nossa disposição). Não há desculpas.
  • Uma chavéna de café ao acordar pode fazer milagres. Pode ser uma ferramenta para manter o teu ânimo. Eu disse uma... e não várias.
  • Evita o açúcar e fast food. Se seguires uma dieta mediterrânea, pobre em hidratos de carbono processados, estarás a dar um passo importantíssimo para seres uma pessoa mais saudável (e sem dúvida mais feliz).

#O Ovo ou a Galinha – afinal de quem é a culpa? Em conclusão, a depressão e a sua gravidade estão relacionadas com baixos níveis séricos de 25-OHD3, mesmo após ajuste de outros factores como a idade, o sexo, o tabagismo, os níveis de saúde e de actividade física. Agora... permanece a dúvida. É a depressão que causa uma diminuição da vitamina D ou são os baixos níveis de vitamina D responsáveis pelos sintomas de depressão?
De qualquer forma, mais importante do que a resposta a esta questão é o objetivo em conseguirmos optimizar a vitamina D. Por outras palavras... quantos são as pessoas que sofrem com este problema, que tomam anti-depressivos sem melhorias e que poderiam ser facilmente ajudadas com uma correcta suplementação da vitamina D? Dá que pensar.

Leitura que sugiro para reveres o assunto:

Aqui, Aqui Aqui

Andreia de Almeida é médica especializada em anti-aging e membro da World Society of Anti-Aging Medicine (WOSAAM) e da American Academy of Anti Aging Medicine (A4M)

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