Caro(a) leitor(a), neste preciso momento em que me lê, o mais provável é que esteja à beira da piscina – ou na praia, confesso que ainda não sei bem, porque escrevo este texto com alguns dias de antecedência – a gozar umas merecidas férias.

Passei a última semana a desejar este momento. O momento em que rumo a sul com a família e deixo para trás preocupações, e-mails, deadlines, e só me concentro em ficar com um bronzeado apresentável e em andar leve – de roupa, de sapatos e, acima de tudo, de cabeça – de aproveitar o sol, o mar, o convívio com os amigos e família, os petiscos e os dias longos em que a hora de saída da praia e de regresso a casa se mistura com a de jantar e não nos importamos porque, afinal, nas férias há tempo para tudo aquilo que ao longo do ano não fazemos e não encaramos com tanta descontração.

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Este verão, e ao contrário do ano passado, em que fiz uma dieta que me levou a perder 10 quilos, não fiz restrições alimentares nos meses que o antecederam, nem fiz do treino a minha prioridade. Permiti-me comer com conta peso e medida, sem me privar do que me dava prazer, mesmo que isso signifique não estar em tão boa forma como gostaria de estar. Ou já estive.

Decidi que uma vida privada de um dos meus maiores prazeres não é vida para ninguém, e que as férias – ou a praia – com o corpo exposto perante o olhar de terceiros durante duas semanas por ano, ou dois meses de forma mais regular, não deve ser o motivo que nos tira o prazer durante os restantes meses, ou nos faz sentir inferiores ou incapazes.

Este ano permiti-me ser aquilo que eu chamo de “a minha versão real”. Sem quilos perdidos para fazer brilharete na praia ou na piscina, ou para o meu próprio ego quando me olho ao espelho. Eu continuo a gostar de mim quando me olho ao espelho, mesmo que a gravidade já me dê provas visíveis da passagem do tempo. É, no fundo, também um exercício que impus a mim mesma: o de me aceitar como sou, tal como sou. O exercício do amor-próprio.

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Isso e ter uma ligeira memória de 'Dory' – a amiga do pai do Nemo, que nunca se lembra de nada – no sentido em que pratico o esquecimento saudável de que, por mais cremes que ponha, por mais água que beba, o meu rabo tem celulite, daquela visível a olho nu, as minhas pernas têm derrames e são flácidas, a minha barriga não é plana nem definida como gostaria, e que sempre quis ter o peito maior, mas não fui agraciada pela Natureza nesse sentido.

Portanto, face a este panorama real, o melhor é aceitar que sou como sou e que isso não invalida, em momento algum, dias de praia ou piscina com mergulhos intermináveis com a família e os amigos, e de criar memórias felizes. Até porque, um dia, ninguém se vai lembrar que eu estava fantástica, tonificada ou 10 quilos mais magra, mas os meus filhos irão sempre lembrar-se dos verões que passavam com a mãe e em que a vida era leve e boa.

Que continue assim.

Mafalda Santos  fez das palavras profissão, tendo passado pelo jornalismo, assessoria de imprensa, marketing e media relations. Acredita em quebrar tabus e na educação para a diferença, temas que aborda duas vezes por mês, na Miranda, em #ÀFlorDaPele.

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